Com 10 rodadas de antecedência

Junho 10, 2009 by samuellincoln

Alguém tem alguma dúvida de que Jenson Button será campeão em 2009? Dos 65 pontos disputados até agora, Button marcou 61. Na Turquia, onde Felipe Massa era rei até o ano passado, Button cravou sua 6a vitória em 7 corridas. Mesmo faltando 10 rodadas para acabar o campeonato, ninguém mais parece ter dúvidas de que o título de 2009 já tem dono.

Não são só os 26 pontos que separam Jenson do vice líder do campeonato, Rubens Barrichello. A maneira como Button vem jantando Barrichello na pista é impressionante. Foram 7 corridas até agora. Em número de vitórias, está Button 6×0 Barrichello. Em número de poles, Button 4×0 Barrichello. Em chegadas na frente do companheiro, Button 7×0 Barrichello. O único “gol” de Rubinho até agora foi em relação ao número de largadas na frente do companheiro, o que diminui um pouco o ainda grande massacre: Button 6×1 Barrichello. O brasileiro, como de costume, continua falando demais, bem mais do que o que deve. Segundo o blog do jornalista Flávio Gomes, são estas algumas pérolas que Barrichello soltou: “Button parece com Schumacher na medida em que as coisas se abrem para ele. Ele tá na frente do Vettel e de repente o Vettel dá uma errada, não precisa nem ele ultrapassar”. Outra pérola: “Na Ferrari tinha situações que não eram louváveis”. E a melhor de todas: “Minha guerra para ser campeão é um exemplo para muitas pessoas no Brasil”. Juntem a declaração da “guerra para ser campeão” com a lavada que ele vem tomando do companheiro na pista, mais as sambadinhas e sorrisinhos (até quando chega em segundo), e o resultado é uma metralhada de críticas e piadinhas. Me pergunto se um dia Barrichello vai perceber que o problema todo são as suas declarações e o seu jeito de agir fora da pista.

De qualquer forma, a próxima corrida é em Silverstone. Rubinho costuma andar muito bem lá. Talvez esta seja a chance derradeira para alcançar a sua 10a vitória. Mas curioso mesmo vai ser como a torcida inglesa vai lidar com a supremacia que Button vem tendo na F1, em detrimento da crise de Lewis Hamilton.

 

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Watchmen Button. Como será que vai ser a reação da torcida inglesa em Silverstone?

Bola de neve

Maio 14, 2009 by samuellincoln

O GP da Espanha de 2009 será visto futuramente como uma corrida comum, em que um piloto largou bem, pulou de terceiro para primeiro lugar, tinha tudo para ganhar, mas foi segundo, após mudança de estratégia para o companheiro de equipe. Button foi superado por Barrichello na largada e teve uma polêmica mudança de estratégia para obter um resultado melhor na corrida. A tática adotada para Button, segundo alguns, acabou impedindo Rubinho de alcançar a sua tão esperada décima vitória na carreira. Foi a 4ª vitória de Button em 5 corridas, e a segunda dobradinha da dupla “Watchmen” na temporada.

Depois da corrida, Rubinho soltou que “iria pendurar as chuteiras se ficasse provado que Ross Brawn havia mesmo favorecido Jenson Button”, que “não iria aceitar ordens da equipe Brawn”, entre outras declarações. Segundo o blog do jornalista Flávio Gomes, ainda falou que “era mais brasileiro do que qualquer outro”, que “precisava de torcida”, e que “não sabia porque o Rubinho era tão polemizado no Brasil”. Alguns dias antes, não só Rubinho teve o seu site invadido por Hackers que postaram o rosto do piloto num corpo de tartaruga, como também foi alvo de uma alfinetada até grosseira por parte da ex-jogadora Hortência, que afirmou que “A estrela do Rubinho fica na bunda dele, e se apaga quando ele senta no carro”.

A impressão que tenho, quando leio as declarações de Rubens Barrichello, é que ele sempre quer se justificar perante o público. Que ele sempre dá declarações motivado pela linha de pensamento “Vou dizer X, para que as pessoas vejam que não sou Y”. Por exemplo, quando ele diz que “Jenson Button mereceu os resultados que conquistou”, parece que ele está pensando: “Vou elogiar o Button para que os outros vejam que não sou um mau perdedor”. Quando ele diz que “não vai aceitar ordens da equipe”, parece que ele está pensando: “Vou dizer que não aceito ordens da equipe para que todos vejam que não sou um eterno segundo piloto”. Quando ele diz que “não vai mais dar desculpas”, é como se ele estivesse pensando “Vou dizer que vou parar de dar desculpas para que as pessoas não digam mais que dou desculpas”. Se ele diz que “Eu provavelmente seria campeão na Ferrari de 2007″, é como se ele estivesse pensando: “Vou dizer isto para que os outros vejam que sou arrojado e pensem que eu só não fui campeão antes porque a Ferrari não deixou”. É como se ele sempre precisasse explicar os seus maus resultados e quisesse desesperadamente mudar a sua imagem com o torcedor.

Rubinho é bom piloto, um dos melhores que o Brasil já teve, mas é um cara extremamente equivocado fora das pistas, que desgasta uma fração preciosa de si mesmo remoendo o que pensam dele. Se Barrichello tivesse a capacidade de ligar o “foda-se o que os outros pensam de mim”, certamente as coisas seriam bem diferentes para ele. Se ele fizesse a si mesmo a pergunta “O que eu realmente quero? Ser campeão ou me retratar com as pessoas no Brasil?”, e respondesse “Quero ser campeão, independente do que os outros pensem de mim”, não só ele poderia ser campeão, como também iria finalmente acabar com a sua imagem “queimada”, alimentada durante anos como uma bola de neve.

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Rubinho: Tem que parar de chorar

Ontem, há 15 anos atrás

Maio 1, 2009 by samuellincoln

Sempre me espanto em dizer que, de hoje em diante, as meninas e os meninos que fizerem 15 anos não terão visto Ayrton Senna correr. Para estes adolescentes, o que aconteceu na curva Tamburello, no dia 1º de Maio de 1994, se refere a um fato muito remoto, antes do início de suas histórias de vida (digo isso baseado no ano em que fiz 15 anos; eu enxergava a morte de Tancredo e as “Diretas-já!” como fatos tão longínquos que pareciam pertencer a outras vidas). E ainda assim, pode perguntar a qualquer adolescente se ele sabe quem foi Ayrton Senna da Silva. Não tenha dúvidas que ele dirá que sim. No entanto, para um blogueiro prestes a completar 25 anos de idade (faltam poucas horas! =D), e para qualquer brasileiro que já tivesse seus 10 anos de idade ou mais, o dia 1º de Maio de 1994 é inesquecível.

Lembro bem que, nesse ano em particular, minha mãe havia decidido comemorar meu aniversário de 10 anos no Sábado, dia 30/04, porque o dia 02/05 iria cair numa Segunda-Feira. O condomínio onde eu morava (morei lá de 1987 até Dezembro de 1994) era muito movimentado, os meninos da minha idade ou próximos (na faixa de 8 a 13 anos) jogavam bola quase todos os dias na quadra do condomínio, que ficava em frente à varanda do meu bloco. Era uma época e tanto. Nesse dia estávamos disputando um campeonato, com camisa uniformizada e tudo, e aí, quando o jogo acabou, minha mãe foi chamar todos nós na quadra para subirmos até o meu apartamento. Lá todos cantaram parabéns para mim, enquanto eu morria de vergonha encabulado, sem saber como me comportar naquele momento. Não lembro bem se foi antes ou depois disso que eu soube do acidente do Ratzemberger, mas eu lembro que fiquei meio chocado com a cena. Nunca havia visto aquilo na vida, na minha cabeça era impossível alguém morrer pilotando um carro de corrida. E já havia tido o acidente forte do Rubinho no dia anterior. Ainda assim, não dei muita bola para aquilo, e à noite lembrei: “Amanhã tem corrida! 9 da manhã!” (nessa época eu já secava o Schumacher com todo o ardor e fogo no coração que eu tinha).

Lembro que estava assistindo a corrida de San Marino no quarto dos meus pais. Nunca esqueço da narração do Galvão naquele dia: “Senna bateu forte!”. Quando vi a cabeça de Senna arriada no cockpit, lembrei do Ratzemberger no dia anterior. Mas eu ainda não temia pelo pior. No entanto, quando eu vi a poça de sangue no chão do circuito, fiz uma pergunta que nunca vou esquecer: “Mãe, e se ele morrer?”. A resposta dela eu também nunca vou esquecer: “Filho, ele não vai morrer”. E eu realmente acreditei. Na minha cabeça, era impossível Senna morrer, ele era uma espécie de super-herói da vida real para mim. Não tenho certeza, mas acho que fomos almoçar fora nesse dia (no Natal Shopping). Tenho certeza, no entanto, que eu estava fazendo um dever de Matemática na sala, à tarde, quando ouvi o choro da minha mãe vindo do quarto dela. Quando cheguei no quarto, vi a TV ligada (tava passando umas imagens do Senna, ao som do tema da vitória numa versão mais triste), e perguntei: “Que foi?”. Meu pai respondeu: “O Ayrton Senna… morreu”. Minha mãe, chorando muito: “Filho, vá para lá!”, e fechou a porta. Voltei para fazer o dever de Matemática, mas fiquei pensando naquilo, sem acreditar: “O Senna morreu?”. Meus olhos já estavam molhados de choro, mas eu ainda não acreditava no que tinha acontecido. E ao mesmo tempo não conseguia me concentrar no dever de Matemática. Alguns minutos depois, quando a ficha foi caindo, desabei no choro. Chorei por várias horas. Acho que nunca chorei tanto na minha vida como naquele dia. Lembro que, enquanto eu chorava, peguei um boné do Senna, que eu havia ganho há poucos dias, coloquei na cabeça, fui à cozinha, e disse à minha mãe: “Nunca vou tirar esse boné da cabeça”. Fiquei algum tempo conformado com aquilo, e me tranqüilizei. Mas quando vi o Fantástico à noite, voltei a chorar. Dormi chorando, e não fui para a aula no outro dia. No dia 02/05/1994, data dos meus 10 anos de vida, acordei meio enfadado, ainda lembrando do dia anterior. Dia 3, quando fui à aula, dois colegas meus logo falaram: “A gente pensou ontem: Ah, Samuel não deve ter vindo porque ainda está abalado com a morte do Senna”. Acertaram em cheio.

Para um adolescente de 15 anos entender o que foi aquele dia, é necessário ter a consciência de não foi apenas a morte de Senna em si. Foi muito também pela maneira como aconteceu. E não foi um acidente de avião, ou uma morte por doença. Ele estava correndo, na liderança da corrida, e nós estávamos torcendo por ele. De repente, ele bate e morre, sem mais nem menos. E nós vimos ele morrer! Sinceramente, se Senna tivesse morrido de doença ou de acidente de avião, eu ficaria triste, mas com certeza não teria chorado tanto. Foi a morte de um dos maiores ídolos esportivos que o Brasil já teve, e da pior maneira possível.

E você, leitor, como foi o seu 1º de Maio? Sinta-se à vontade para dizer como foi. É só comentar! =)

Watchmen Brawn GP

Abril 2, 2009 by samuellincoln

Era uma vez um piloto chamado Rubens Barrichello. Ele estreou na Fórmula 1 no remoto ano de 1993 (eu tinha apenas 8 anos nessa época), e despontou como uma grande promessa logo de cara. Em 1994, quando o ídolo maior do Brasil, Ayrton Senna, se foi, pesou sobre Rubinho a pressão de substituir o grande ídolo brasileiro. Nele morava a esperança de novas vitórias brasileiras. E assim foi em 2000, no GP da Alemanha, sob forte chuva. Rubinho então se tornou o herói nacional, aquele que tinha talento para ser campeão do mundo. Mas o tempo passou, a realidade cruel assolou a torcida brasileira, Rubinho não foi campeão, deu declarações infelizes ao longo dos 6 anos em que foi piloto da Ferrari, e se queimou com o público brasileiro. Em 2006, com a vitória em Interlagos, Felipe Massa tomou definitivamente o lugar de Rubinho no coração da torcida.

Era uma vez um piloto chamado Jenson Button. Ele estreou na Fórmula 1 no remoto ano de 2000 (eu tinha apenas 16 anos nessa época), e despontou como uma grande promessa logo de cara. Em 1992, quando o ídolo maior da Inglaterra, Nigel Mansell, se aposentou, a Inglaterra ficou sem ídolos, e pesou sobre Jenson a pressão de substituir o grande ídolo inglês. Nele morava a esperança de novas vitórias inglesas. E assim foi em 2006, no GP da Hungria, sob forte chuva. Jenson então se tornou o herói nacional, aquele que tinha talento para ser campeão do mundo. Mas o tempo passou, a realidade cruel assolou a torcida inglesa, Jenson não foi campeão, e se queimou com o público inglês. Em 2007, com a vitória em Montreal, Lewis Hamilton tomou definitivamente o lugar de Jenson no coração da torcida.

Chega o ano 2008. Na Inglaterra, o novo herói Lewis Hamilton é o favorito ao título. Mas o novo herói brasileiro Felipe Massa também está no páreo. Massa e Hamilton então travam uma boa disputa ao longo do ano, encerrado em um belo thriller no GP do Brasil, quando Massa cruzou a linha de chegada em 1o, e Hamilton tomou o 5o lugar de Timo Glock, na última curva da última volta da última corrida. Hamilton assim se tornou o mais jovem campeão de todos os tempos, o ídolo maior da Inglaterra, o cara que deu continuidade ao legado do ídolo maior Nigel Mansell. Massa, por sua vez, no Brasil, se tornou o virtual campeão de 2008, o campeão sem títulos, aquele que deu continuidade ao legado do ídolo maior Ayrton Senna. “Massa e Hamilton são os grandes ídolos!! Barrichello e Button? Ah, esses aí tão em fim de carreira já, são ex-pilotos em atividade!”.

Aí chega 2009. Em sã consciência, se você, leitor, soubesse, em Janeiro de 2009, que um inglês venceria em Melbourne e um brasileiro iria chegar em segundo, em quem você apostaria? “Hamilton e Massa, é lógico!! Não tem ninguém mais além deles!”. Pois o que a Brawn GP, antiga Honda, fez em Melbourne (e vai caminhando para fazer no resto do ano), não foi apenas a primeira dobradinha de uma equipe estreante em 55 anos. A Brawn GP contrariou as leis da natureza! Cobriu de uma hora para outra os grandes ídolos para fazer surgir novamente os antigos! Ironicamente, Button e Barrichello têm, no período mais decadente, a melhor chance de título de suas carreiras! Uma chance que nunca tiveram enquanto eram os queridinhos de suas nações! Soa estranho, mas Rubinho e Jenson vivem um auge em decadência (que nem os heróis do Watchmen). Auge porque, tudo indica, ambos vão ter os melhores resultados de suas carreiras durante o ano. Decadência porque já tiveram suas imagens exaustivamente exploradas no Brasil e na Inglaterra, e em termos de mídia e de “empolgação” ao torcedor não têm mais muito o que oferecer. Uma curiosidade que esta temporada vai ter é a maneira como as mídias e o público vão encarar o ressurgimento de Button e Barrichello em detrimento do “sumiço” de Hamilton e Massa. É apenas uma das diversões que esta temporada “anti-natural” e “de cabeça para baixo” promete. E Ross Brawn, que antes era visto “apenas” como um gênio estrategista, virou deus.

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Rubens: – O Spaguetti e o Robinho tão se achando… Button: – Que tal se a gente desse uma lição neles?

A arte da manipulação midiática

Fevereiro 7, 2009 by samuellincoln

Todos nós, de alguma maneira, temos uma opinião formada sobre alguma pessoa, muitas vezes da TV, do Jornal, ou de qualquer outro meio de comunicação. Entre as pessoas famosas, há o bom moço, o vilão, o metido, o engraçado, o sofredor, o invejoso, o invejado… E há quem diga também que o Brasil tem 4 poderes, e não 3: O executivo, o legislativo, o judiciário… E a mídia. Isso mesmo, a mídia! Esta afirmação, como mostrarei, não chega a ser um exagero.

Ilustrarei a arte de manipular através de um exemplo fictício. Imagine que o repórter e jornalista Sam (eu mesmo, o escritor deste blog, faz de conta que sou jornalista) vai escrever umas reportagens sobre uma briga que ocorreu entre André e Pedro, dois galãs da “TV Cubo”, durante a disputa por uma vaga numa novela. O Sam quer empurrar goela abaixo do leitor uma opinião. Então vamos lá, as reportagens estão a seguir.

Título 1: Disputa entre André e Pedro por vaga na novela “O país dos meus sonhos”, vencida por André, é marcada por briga entre os dois atores
Reportagem 1: Nesta Segunda-Feira, às 15:30hs, foi anunciado o resultado da disputa entre os atores Pedro e André. E André levou a melhor. Segundo um dos funcionários da “TV Cubo”, Pedro não teria aceitado o resultado final e teria saído insinuando que o resultado foi comprado. “Ele ficou uma fera! Parecia não aceitar o que havia acontecido! Ficou dizendo que o André tinha combinado com o autor da novela que ele seria escolhido!”, afirmou o funcionário.

Título 2: Izabel, sobre André: “Ele é um menino de ouro”
Reportagem 2: Quando entrevistada nesta Terça-Feira, a dona Izabel, filha do autor Porfírio, mostrou muita satisfação com a promoção de André a tal patamar. “Era muito importante para ele esta novela. Ele se esforçou muito para conseguir isso. Ele é uma ótima pessoa, um doce, trata bem as pessoas, é um menino de ouro!”, se derreteu Izabel.

Título 3: Luiza, amiga do vencedor: “O André era muito invejado nos tempos de teatro”
Reportagem 3: Quando entrevistada nesta Quarta-Feira, Luiza, amiga pessoal de André, afirmou que os colegas dele, nos tempos de teatro, tinham ciúmes do sucesso que ele fazia. “As vezes ele chegava muito aborrecido e cansado, dizendo que os colegas faziam de tudo para envenenar a carreira dele”, afirmou Luiza.

Título 4: Pedro insinua que Porfírio forjou a disputa entre ele e André pela novela
Reportagem 4: Derrotado na disputa pela vaga na novela “O país dos meus sonhos”, Pedro parece ainda não estar conformado com o resultado final. Em entrevista concedida nesta Quinta-Feira, o ator afirmou que o autor “José Porfírio” já estava decidido a colocar André na novela antes mesmo de os testes dos dois atores terem sido feitos. “Eles já tinham combinado tudo. É inútil fazer testes como esse nessas circunstâncias”, disparou o ator.

Considere estas reportagens. Qual é a sua opinião sobre os atores Pedro e André, da TV Cubo? Se você concluiu que André é um cara legal e ótimo ator, e que Pedro é um otário invejoso e um perdedor chorão, BINGO(!!), o repórter Sam conseguiu o que queria: Queimar Pedro com o público! Veja que em momento algum eu afirmei diretamente que Pedro é um perdedor invejoso e André é um vencedor digno e gente boa, mas eu busquei as informações adequadas e os relatos adequados das pessoas certas para induzir você, leitor, a pensar como eu queria que você pensasse. Como o repórter Sam é um cara legal, ele vai confessar que omitiu muitas informações importantes. Omitiu, por exemplo, que o Porfírio, autor da novela, é avô dele (do Sam). Omitiu que André, o vencedor da disputa, é primo do Sam, e portanto também é neto do Porfírio. E olhem só o que o Sam vai confessar, não só o André realmente já havia sido previamente escolhido para atuar na novela, como também o Pedro era o ator mais renomado dos tempos de teatro, o que havia recebido mais prêmios, e também foi laureado como o melhor aluno da faculdade de teatro! Sabendo disso, você, leitor, ainda acha o mesmo sobre Pedro?

Poderíamos desconsiderar as reportagens anteriores e escrever novas reportagens para induzirmos a uma opinião contrária. Mas nem precisa fazer tanto. Basta acrescentarmos alguns “enfeites” nas reportagens anteriores, e omitir algumas informações. Vou destacar de itálico os “enfeites” acrescentados na reportagem e colocar um risco nas que foram omitidas, para que você, leitor, faça um comparativo entre as reportagens anteriores e as “enfeitadas”. Além disso, acrescentarei uma 5a reportagem. Vamos lá:

Título 1: Disputa entre André e Pedro por vaga na novela “O país dos meus sonhos”, vencida por André,é marcada por briga entre os dois atores polêmica
Reportagem 1: Nesta Segunda-Feira, às 15:30hs, foi anunciado o resultado da disputa entre os atores Pedro e André. E André levou a melhor acabou sendo escolhido para atuar na novela. Segundo um dos funcionários da “TV Cubo”, Pedro não teria aceitado o resultado final teria discordado do resultado final e teria saído insinuando que o resultado foi comprado. “Ele ficou uma fera! Parecia não aceitar o que havia acontecido! Ficou dizendo que o André tinha combinado com o autor da novela que ele seria escolhido!”, afirmou o funcionário.
Autor: Sam

Título 2: Izabel, sobre André mãe de André: “Ele é um menino de ouro”
Reportagem 2: Quando entrevistada nesta Terça-Feira, a dona Izabel, filha do autor Porfírio, mãe do ator André, mostrou muita satisfação com a promoção de André do filho a tal patamar. “Era muito importante para ele esta novela. Ele se esforçou muito para conseguir isso. Ele é uma ótima pessoa, um doce, trata bem as pessoas, é um menino de ouro!”, se derreteu Izabel, deixando transparecer o seu coração de mãe.
Autor: Sam

(A reportagem 3 o repórter Sam resolveu omitir)

Título 4: Pedro insinua acredita que Porfírio forjou a disputa entre ele e André pela novela já havia decidido por André para a novela
Reportagem 4: Derrotado na disputa pela vaga na novela “O país dos meus sonhos” Contrariado pela decisão do autor Porfírio, que escolheu o neto André para participar da novela, Pedro parece ainda não estar conformado com o discordar do resultado final. Em entrevista concedida nesta Quinta-Feira, o ator, tido como o melhor aluno da faculdade de teatro em 2006 e vencedor de muitos prêmios de atuação, afirmou que o autor “José Porfírio” já estava decidido a colocar André na novela antes mesmo de os testes dos dois atores terem sido feitos. “Eles já tinham combinado tudo. É inútil fazer testes como esse nessas circunstâncias”, disparou afirmou o ator.

Título 5: Rafael, conhecido de André: “Ele colava muito nas provas da faculdade”
Reportagem 5: A polêmica escolha do ator André como o protagonista da novela “O país dos meus sonhos”, escrita pelo seu avó, o autor José Porfírio, ainda está dando o que falar. Desta vez foi a vez de um conhecido próximo do ator, de nome Rafael, tecer afirmações sobre o antigo colega. “O André não fazia um trabalho sequer e colava muito em algumas provas da faculdade”, afirmou Rafael. Quando perguntado se achava que André tinha qualidade para ser escolhido em outras novelas, Rafael foi enfático: “Ele só atua nas novelas do avô”.

Conclusão? André é um mimado e Pedro foi muito injustiçado. Bem diferente do que você pensava antes dos “enfeites”, não acha? Este exemplo que eu dei poderia muito bem ser aplicado a reportagens do mundo real. E se você ainda está se perguntando quais destas opiniões é a certa sobre André e Pedro, eu lhe respondo: Depende do que eu, repórter Sam, quero que você pense.

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Uma palavrinha aqui, outra acolá, outra omitida… É assim que eu, repórter e jornalista, manipulo você, leitor.

Hexa e tri (Bi-tri)

Dezembro 8, 2008 by samuellincoln

Alguém tem dúvidas de que o São Paulo é o clube brasileiro de futebol mais vitorioso da história? São 3 títulos mundiais, 6 títulos brasileiros, sendo 3 deles consecutivos. É a primeira vez em mais de duas décadas que um time supera o Flamengo em número de títulos brasileiros. Não é pouca coisa.

Quando Muricy Ramalho ainda não era técnico do São Paulo, o tricolor paulista tinha 3 títulos brasileiros, um a menos que Palmeiras, Corinthians e Vasco, e dois a menos que Flamengo. Trata-se de um treinador excepcional, que transformou um time aparentemente sem brilho algum em uma máquina extremamente eficiente de somar pontos. Tão eficiente que nas últimas 18 rodadas do Brasileirão-2008 o time não perdeu, e teve vitórias com maior freqüência do que empates. Vitórias magras, é verdade, a maioria com apenas 1 gol de diferença, porém suficientes para tirar a imensa diferença de 11 pontos que tinha para o Grêmio. É uma regularidade impressionante.

Como explicar tamanha competência? Como acreditar que um clube hexacampeão há pouco mais de dois anos era apenas tri? Todo o segredo, se é que há algum, mora no fato de que Muricy Ramalho demonstrou ser um técnico completo em todos os sentidos. Além de ser extremamente tático, capaz de montar a sua equipe baseada nos pontos fracos do adversário e nos fortes do seu time, o treinador também é um motivador de primeira linha. Soube extrair o máximo possível de seus jogadores medianos, coisa que Caio Júnior (o técnico do Flamengo), por exemplo, não soube fazer, mesmo tendo um time bem superior em qualidade individual.

O vice-campeonato do Grêmio não foi aquilo com o que os gaúchos mais sonharam, mas ainda sim foi um resultado muito bom. A terceira colocação do Cruzeiro foi lucro, dada a inconstância do time azul. A quarta colocação do Palmeiras, um alívio, diante da decaída do time de Luxemburgo.

Há quem diga que o Vasco é o clube carioca que mais está sofrendo no momento. Mas não é o único. A quinta colocação do Flamengo foi muito ruim para o rubro-negro. E o “muito” não é exagero. Caio Júnior treinou mal o time da Gávea. O Flamengo gastou uma grana preta com contratações caras, como Sambueza e Marcelinho Paraíba. Com o elenco que o Flamengo tinha, um bom trabalho seria sinônimo de título. A classificação para a libertadores, um trabalho médio, o mínimo aceitável. Qualquer coisa abaixo disso seria um trabalho ruim. E foi. É praticamente impossível imaginar que Caio Júnior continuará no rubro-negro.

Mas o post é sobre o hexacampeão. Mantendo o técnico que tem, o tricolor pode ganhar ainda mais títulos brasileiros no futuro. O Corinthians que se cuide: Se o timão não encabeçar a disputa pela ponta na série A em poucos anos, corre sério risco de perder o status de maior torcida em SP.

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São Paulo, o clube brasileiro mais bem sucedido da história

Na última curva da última volta da última corrida

Novembro 3, 2008 by samuellincoln

No meu breve tempo de vida, porém longo tempo de fã de F1, confesso que nunca vi nada igual à decisão do título de 2008 da Fórmula 1. Felipe Massa vinha a Interlagos com 7 pontos de desvantagem para Lewis Hamilton, e tinha o improvável pela frente: Vencer, e torcer para Hamilton ser no máximo o 6o colocado.

No Sábado, Felipe foi pole, e Hamilton o 4o. Posições que dariam o título ao inglês. E posições que se mantiveram até a última parada para a troca de pneus com a chuva. O alemão Timo Glock não parou, e deixou Hamilton em 5o. Com a vitória de Felipe, se Lewis caísse mais uma posição até a linha de chegada, Massa seria o campeão. Eis que Vettel ultrapassou Hamilton, e deixou o inglês na 6a posição, a míseras 3 voltas do fim da corrida, e do campeonato. Era tudo do que Felipe precisava para quebrar o incômodo jejum de títulos brasileiros na Fórmula 1, que vem desde 1991. Mas na última volta, a chuva apertou, e Glock, que estava com pneus de seco, perdeu rendimento drasticamente. E, na curva da Junção, a última da corrida, Vettel e Hamilton ultrapassaram Glock. Hamilton foi o 5o colocado da corrida, e se sagrou o mais jovem campeão de todos os tempos, aos 23 anos de idade, tomando de Fernando Alonso o status que o asturiano ostentava (Alonso tinha 24 anos quando conquistou seu primeiro título, em 2005).

A tendência de nós torcedores brasileiros é de culpar Glock pela perda do título de Felipe. Mas a verdade é que o título de Lewis Hamilton é incontestável. Tudo bem, Felipe teve um prejuízo de 20 pontos com os problemas da Ferrari na Hungria e em Cingapura. Mas Hamilton também teve problemas ao longo da temporada, e se não fosse pela injusta punição a ele na corrida da Bélgica (e porque não dizer na corrida do Japão também), a disputa teria acabado já em Shangai, a penúltima etapa da F1. Ou seja, Hamilton já poderia ter sido campeão com uma rodada de antecedência. O que evidentemente não desmerece a ótima temporada que Felipe Massa fez. Apesar da perda do título, Felipe Massa alcançou a marca notável de 6 vitórias na temporada. A última vez que um brasileiro havia conseguido 6 vitórias numa temporada foi em 1990, com Ayrton Senna.

O título de Hamilton o coloca como um dos melhores pilotos da atualidade, ao lado de Alonso, mas é necessário que se diga, ele ainda tem muito o que melhorar. Hamilton cometeu muitos erros bobos ao longo da temporada, e ainda demonstra um certo desequilíbrio em momentos decisivos. Foi campeão depois de disputar a temporada com um ótimo piloto, é verdade, mas convenhamos, Felipe Massa não oferece aos seus oponentes a mesma dificuldade que pilotos como Schumacher e Alonso oferecem.

Para finalizar, a temporada de 2008 pode não ter entrado para a história como a mais disputada da categoria, mas entrou para a história como a que por mais tempo suscitou a dúvida sobre quem seria o campeão. Porque foi decidida na última corrida. Na última volta. Na última curva.

Os 20 anos da fantástica madrugada de Suzuka

Outubro 27, 2008 by samuellincoln

“Aí vem Senna, no grande prêmio do Japão, apontando para a vitória…”

“Vai frear pela última vez para passar da chicane, o diretor de prova aguaaarda, o Brasil inteiro aguaaarda!”

“Ayrton Senna, errrrrgue o punho, viiibra, é a vitória, Ayrton Senna… DO BRASIIIIIIIIIIIIIIIIIILLLLL!!!!!”

“Caaaampeão mundial de 1988!!!! AYYYYYRTON SENNA DO BRASIIIIIIIIIIIIL”

Os gritos do locutor Galvão Bueno com o tema da vitória ao fundo ainda são lembrados por muitos fãs. Foram estes os momentos que ficaram de uma corrida lendária, espetacular, para a qual não há adjetivos à altura, de um piloto fenomenal que, na época, já era um ídolo muito adorado no Brasil. Ayrton Senna do Brasil, no dia 30 de Outubro de 1988, precisava vencer a corrida para ser campeão do mundo pela primeira vez.

No Sábado, dia 29, nenhuma surpresa. Deu Senna na pole, pela 12ª vez em 15 corridas até então. Àquela altura, Ayrton já havia desperdiçado outras incríveis chances de liquidar a fatura com antecipação. A principal delas, em que Ayrton foi duramente criticado, foi em Monza. Naquela corrida, Prost teve o seu motor estourado, o que deixava Ayrton a apenas uma vitória do título. E Senna liderava com muita folga. Eis que, faltando duas voltas para o final, Ayrton se precipitou ao tentar ultrapassar um retardatário, se chocou, ficou atravessado na grama, e viu o título ser adiado. Entre Monza e Suzuka houve duas corridas, e Senna não foi bem nelas. Após a pole do dia 29/10, uma eventual derrota no Japão complicaria muito a vida do brasileiro.

Aí chegou o dia 30/10. E então, na largada, aconteceu o que não podia acontecer: o motor de Senna falhou. A corrida poderia ter ido embora ali, mas com habilidade, ele fez o motor pegar novamente. Naquele momento, no entanto, Ayrton já havia caído para o 16° lugar. Para vencer aquela corrida, ele tinha o impossível pela frente: Ultrapassar 16 carros, incluindo Prost, que tinha um carro tão rápido quanto o seu. O que sucedeu aquela falha de motor foi uma atuação magistral: Ao final da primeira volta, Ayrton já tinha ultrapassado 6 carros, e era o 10º colocado. Ao final da segunda volta, o 6º. Na 11ª volta, já estava em terceiro! Na 20ª volta, colou em Prost, para na 28ª volta assumir a liderança e não mais perder. Suzuka-1988 foi apenas uma das muitas vitórias fantásticas que Ayrton Senna teve. Mas esta, sem dúvidas, foi a mais importante de todas para ele, porque se ele perdesse a corrida no Japão, precisaria vencer na Austrália de qualquer jeito para ser campeão. E se o título fosse adiado pela terceira rodada seguida, a pressão seria esmagadora em cima dele.

20 anos depois daquela fantástica madrugada (eu infelizmente não vi a corrida ao vivo porque era muito pequeno), vivenciamos a chance de ver um brasileiro ser campeão novamente, e desta vez no Brasil. Se Felipe Massa for campeão, será um título muito bonito e merecido, mas este nunca chegará aos pés do primeiro título de Senna em 88. Daquela madrugada em que Ayrton teve uma atuação de gala, digna de um inigualável campeão do mundo.

A noite verde-e-amarela (que não veio)

Setembro 30, 2008 by samuellincoln

Pela primeira vez na história, um Grande Prêmio da Fórmula 1 foi disputado à noite. E o quadro, para a torcida brasileira, era animador: Depois de uma pole fantástica no Sábado noturno de Cingapura, quando botou 6 décimos em cima de Hamilton, Felipe Massa tinha tudo para vencer e assumir a liderança do mundial (eu já conseguia imaginar, pela primeira vez, o gostinho especial de ouvir o tema da vitória sendo tocado ao fim de um GP à noite). Seria a sua 6ª vitória no ano, um feito que um piloto brasileiro não consegue há 17 anos (Ayrton Senna venceu apenas 3 corridas em 1992). Mas o que se viu, no Domingo, foi desanimador: Um erro bobo no primeiro pit-stop com a mangueira do reabastecimento, uma precipitação do “homem do pirulito”, uma vitória importantíssima jogada fora, e quem sabe o campeonato também. São 7 pontos de diferença para Hamilton, faltando apenas 3 corridas para o fim da temporada.

A vantagem de Lewis Hamilton é significativa. Ele não precisa mais vencer nenhuma corrida em 2008. Três segundos lugares são o suficiente para garantir o título, independente dos resultados de Massa. Some a isto o fato de haver boas chances de chuva em Fuji e Shangai, o que favoreceria, e muito, ao inglês, já que Felipe Massa não anda bem na chuva. Em outras palavras, o blogueiro não acredita que Hamilton perca o título. Ok, há quem lembre dos 17 pontos de vantagem que Hamilton tinha para Kimi Raikkonen em 2007, quando faltavam duas corridas para o final. Ali, no entanto, foi uma combinação fortuita de fatores, uma dádiva dos deuses do gelo, ocasionada pelos erros fatais de Hamilton e pelas vitórias de Kimi nas duas últimas etapas. Agora é diferente: Hamilton não é mais estreante, não tem mais Alonso na equipe para incomodar, e está bem mais maduro como piloto. Eu acho extremamente improvável que Lewis jogue fora o título de 2008 como jogou o de 2007. E se a Mclaren tiver uma quebra em alguma das próximas 3 provas? É possível que aconteça, mas eu não creio.

Felipe tinha que ganhar este campeonato. Ele está tendo a melhor oportunidade de sua carreira em 2008, oportunidade esta ainda melhor do que a de 2007, um ano em cujo início todos apostavam fortemente no brasileiro. É uma pena que as chances diminuam consideravelmente por causa de um erro que não foi dele.

Atuação de gala

Setembro 21, 2008 by samuellincoln

Em Novembro de 2006, fiz um trabalho para o meu curso de Inglês contando a história da Fórmula 1. Falei sobre os principais pilotos, os campeões, as temporadas, e etc. No trabalho (escrito em inglês, lógico), eu dediquei uma seção (a última) para falar sobre os futuros talentos da Fórmula 1. Na seção, citei Lewis Hamilton, Heikki Kovalainen e Nelsinho Piquet como alguns dos principais nomes para o futuro. Mas aquela que considerei a maior promessa de todas, uma promessa monumental, foi um jovem piloto alemão, que na época tinha 19 anos de idade. Quem ele é? Falarei dele no próximo parágrafo.

Sebastian Vettel foi absolutamente espetacular em Monza. O piloto, aos 21 anos de idade, se tornou o mais jovem pole e vencedor de uma corrida na Fórmula 1. Num fim de semana em que os principais concorrentes ao título (Hamilton e Massa) foram muito mal na classificação, valeu o incrível talento do piloto alemão para desbancar as poderosas Ferrari, Mclaren, Renault e BMW, guiando uma modestíssima STR (Toro Rosso), tanto na classificação quanto na corrida.

Vettel começou a chamar a minha atenção nos treinos livres para o GP da Turquia de 2006 (o GP da primeira vitória de Felipe Massa), quando foi o mais rápido do dia com uma BMW, desbancando Schumacher, de Ferrari, e Alonso, de Renault. Um outro detalhe que chamou ainda mais a minha atenção era que ele mal conhecia o circuito turco. Como podia alguém aprender o traçado de um circuito tão rápido, e ainda desbancar Schumacher e Alonso com carros superiores? Talento é a resposta.

Flávio Gomes, no seu blog, afirmou que a atuação de Vettel em Monza foi uma façanha tão grande ou até maior do que, por exemplo, a de Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984, e isto causou a ira de muitos fãs de Ayrton. Sou fã de Senna, mas concordo com Flávio. Coloquem esse moleque em um carro de ponta, e tenham certeza: Ele será campeão.


Sebastian Vettel, comemorando a vitória fantástica no já histórico GP da Itália de 2008, depois de uma atuação de gala