Posts de Julho, 2007

Qual é a melhor época de nossas vidas?

Julho 27, 2007

Ah, a infância, um astro cintilante, um sorriso da alvorada… Ah, a adolescência, o zênite, o esplendor, a primavera…

O trecho é uma adaptação das definições de Cecília Meireles sobre duas fases muito festejadas: a Infância e a Adolescência. A elas se juntam a fase adulta e a velhice, para completar as épocas da vida de um ser humano.

Que idade você tem? 70 anos? Se sim ou tiver perto, você já deve ter dito(ou pensado) várias vezes: – Bom mesmo era quando eu tinha meus 30 e poucos anos, pois eu ainda tinha muita vitalidade e muito o que conquistar e fazer. Ou então, se você tiver filhos: “Bom mesmo era quando Joãozinho era criança, era nenê… Ô tempo bom… Hoje em dia cresceu e nem mora mais comigo!”. Ok, então faça uma reflexão e procure voltar no tempo… Incorpore por alguns minutos o seu estado de espírito aos 30 anos. Force um pouco a memória e você também irá lembrar de pensamentos como: “Ah, meus 15 anos… Meus encantos, aspirações e desejos ardentes estavam no auge, meu fascínio com a vida era incrível… Como era boa aquela época!”. Aí você incorpora os seus 15 anos. Desce uma lágrima dos seus olhos quando você lembra de algumas queixas como: “Eu quero ser criança de novo! Tenho tanta saudade de quando eu assistia ‘Os Jetsons’ e não tinha que estudar Química! É muito chato ser adolescente!”.

O ser humano, internamente, nunca está satisfeito com o que está vivenciando. A época anterior de nossas vidas, seja ela qual for, sempre foi bem melhor do que a atual, e a época de agora sempre é um mar de stress e dificuldade. Se estamos felizes, a felicidade que sentimos agora não é tão grande quanto a que sentíamos.

Minha extrema infância foi a segunda metade dos anos 80, quando os bonecos e bonecas da Estrela estavam no auge… Me lembro até da musiquinha da propaganda:

Todo o segredo de um brinquedo vive na nossa emoção.
Toda criança tem uma Estrela dentro do coração
A Estrela estrelando, brincando com a gente
E a gente brincando Feliz”

A propaganda da Estrela foi uma das mais geniais que já vi. Daquelas que deixam qualquer criança hipnotizada. Nunca cheguei a ser um fã incondicional dos brinquedos da Estrela, mas a sua propaganda é um dos símbolos da minha infância.

Ok, voltemos ao assunto. Tenho pouco tempo de vida percorrido, mas posso dar o meu testemunho sobre 3 fases da vida: Infância, Adolescência e início da fase adulta. Na infância, estamos no auge da inocência, da pureza, do fascínio. Qualquer brinquedinho colorido ou desenho animado nos deixa em estado alfa. Temos pouca responsabilidade e podemos usufruir ao máximo do nosso videogame. Quando vamos entrando na fase de adolescência, vai se desprendendo um leão dentro de nós. Um leão que nos faz querer abraçar o mundo com as pernas e ser mais do que o que realmente somos. Os olhares femininos, os namoros e as amizades com as garotas passam a nos deixar na plenitude do encanto e da autoconfiança. Superestimamos os momentos bons e os momentos ruins. Assim, os momentos bons são mágicos. E os momentos ruins, infernais. Temos um pouco mais de responsabilidade e somos o tempo todo alertados de que estamos chegando em uma fase dificílima e de muito mais responsabilidade, o que nos deixa muitíssimo inseguros. Com toda a insegurança, e aparentemente levando a vida sem a menor responsabilidade, vem a fase adulta. Nesta fase, paramos de superestimar os momentos. As dificuldades são maiores, mas temos dentro de nós uma couraça tão forte que nem ficamos muito inseguros. Os momentos bons não são tão mágicos, e os momentos ruins não são tão infernais. Acabam ficando corriqueiros. Assim, nossas emoções são mais estáveis do que na adolescência. O conservadorismo vai ganhando força e nós vamos amadurecendo.

A conclusão é que não há uma época de nossas vidas melhor do que a outra. Todas tem as suas vantagens e suas desvantagens. Se você sente saudade do que viveu, não se desespere, isto é ótimo. Significa que você foi feliz. E tenha certeza de que no futuro você vai sentir muita falta da época em que você leu este post. Porque você é feliz.

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Um dos símbolos da infância dos anos 80. Toda criança tinha a estrela dentro do coração. Hoje as crianças são adultos, não menos felizes, que sentem saudade do passado.

Rubinho na Fórmula 1 em 2008

Julho 21, 2007

Confirmado: Barrichello segue na Fórmula 1 em 2008. E pela Honda. Será o 16º ano de Rubens na Fórmula 1. Com isto, se tornará o piloto que mais disputou GPs na história. Falarei, neste post, um pouco da história(na F1) de um dos melhores pilotos que o Brasil já teve(e, antes que os corneteiros de plantão pensem alguma coisa, isto não é uma ironia).

O primeiro ano de Rubinho na F1 foi 1993. Um 14ºlugar no grid e uma quebra foram o seu resultado no primeiro GP de sua vida, na África do Sul, em Kyalami. Sua primeira grande atuação viria dois GPs depois, na mesma corrida em que outro brasileiro daria um show de pilotagem: Donington Park, e o outro piloto brasileiro era Ayrton Senna. Se não fosse pelo problema de combustível a 3 voltas do fim, Rubinho muito provavelmente chegaria em terceiro. Mas a grande atuação em Donington sempre será lembrada pelos seus fãs.

Em 1994, no GP do Pacífico, em Aida, o primeiro pódio. Uma semana depois, em Ímola, um grande susto: O primeiro acidente grave. E no Domingo, a grande tristeza: A morte de seu maior ídolo, Ayrton Senna. Pouca gente sabe, mas Barrichello talvez tenha sido, fora a família de Ayrton, a pessoa que mais sentiu a morte de Senna. Mesmo assim ele não desistiu, e continuou lutando. Vieram dois honrosos segundos lugares no GP do Canadá de 1995 e no GP de Mônaco de 1997, antes de sua primeira grande atuação: Uma milagrosa Pole Position e um ótimo 3ºlugar, correndo de Stewart, no GP da França de 1999, com direito até a um X em cima de Schumacher.

Aí veio a proposta para ir para a Ferrari e correr com Schumacher. E com isso, um grande estardalhaço da imprensa, que tentou a qualquer custo considerá-lo favorito ao título. As conseqüências disto todo mundo já conhece: 6 anos de expectativas frustradas e muitas piadas maldosas e injustas sobre Barrichello. Particularmente, nunca acreditei que Rubinho fosse andar na frente de Schumacher. Apostava mesmo que ele iria ganhar corridas, como ganhou. Sua primeira vitória, no GP da Alemanha de 2000, foi uma atuação memorável: Largou em 18º, guiou com maestria na chuva, apostou em arriscar com pneus slick na pista molhada, e se deu bem. A bandeirada e o “tema da vitória” fizeram o Brasil chorar de emoção. Nos outros 6 anos, vieram mais 8 vitórias pela Ferrari e um ano difícil pela Honda. Tudo bem que 2007 está sendo mais difícil ainda para o brasileiro, mas ele está andando na frente do companheiro de equipe, e isto é o que importa. A renovação com a Honda, mesmo que pensem que não, é mais uma grande vitória do brasileiro.

Rubinho é sim um vencedor. Porque vencedor é o que vence, e Rubinho venceu 9 corridas na F1. Fez, e está fazendo algo que muitos pilotos não são capazes de fazer. Não há outro adjetivo para defini-lo.

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Quando muitos davam a sua carreira como acabada, Rubinho cala os críticos e renova com a Honda para 2008

Terceira goleada seguida

Julho 16, 2007

Alguém no mundo esperava que o Brasil passaria pela Argentina na final da Copa América? A maioria não. Mas passou, com um placar de 3×0. Goleada. E com o time reserva. A Argentina jogava praticamente com o seu time completo(a unica exceção foi o Sorin mesmo). Foi a terceira goleada consecutiva do Brasil em cima da Argentina(as duas anteriores foram no amistoso do ano passado na Inglaterra, 3×0, e 4×1, com um show de Adriano, na Copa das Confederações da Alemanha, em 2005).

Do ponto de vista técnico, a seleção não jogou muito melhor do que o que tinha jogado contra o Uruguai, e este jogo foi o argumento de muitos que duvidavam da seleção na final. Mas contra os hermanos o time aplicou uma marcação implacável, que abafou totalmente o poderoso ataque argentino. A constelação formada por Messi, Riquelme e Tevez teve pouquíssimas chances de gol. Fora aquela bola na trave do primeiro tempo, só teve mais uma bola perigosa, defendida brilhantemente por Doni. E mais nada. O Brasil não só marcou bem, como tocou a bola com precisão cirúrgica, errou pouquíssimos passes, aproveitou divinamente bem os contra-ataques, soube ser muito eficiente nas finalizações… E teve muita sorte. Sorte de ter conseguido marcar um gol logo no começo, e de a trave ter salvo o primeiro gol da Argentina no primeiro tempo. Se esta bola tivesse entrado, a história poderia ter sido diferente. O que não arranha em nada a atuação do Brasil, pois a sorte trabalha a favor de quem é competente.

Eu havia dito, há alguns posts atrás, que a derrota do Brasil frente ao México no primeiro jogo não havia sido boa, mas que a atuação de Robinho era extremamente promissora para o futuro da seleção na Copa América. Acertei em cheio. Papou a artilharia e o título de melhor jogador da competição. Quer mais? Isto deve no mínimo confirmá-lo como titular no time de Dunga para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

Confesso que estou com pena dos hermanos. Jogaram com o time completo e tomaram uma goleada do time reserva do Brasil. Daqui há pouco a seleção brasileira terá que convocar o time de Juniores para a Copa América ter graça.

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Robinho, o melhor jogador da Copa América, comemora a vitória em cima dos hermanos.

Alerta vermelho

Julho 10, 2007

Depois de duas corridas, a posição de nº1 de Felipe Massa na Ferrari está mais ameaçada do que nunca. O brasileiro não pôde tirar muito proveito da melhora da Ferrari nas duas últimas corridas, devido à recuperação de Kimi Raikkonen no campeonato e à falha de motor na sua largada em Silverstone. Estes fatores o colocaram atrás de Kimi pela diferença de 1 ponto, e tornaram ainda mais difíceis as suas condições de luta pelo título. “Ah, é apenas um ponto para Kimi”, podem pensar. Mas agora está mais difícil de recuperar, porque Raikkonen voltou com tudo.

Massa foi dado como favorito a nº1 da Ferrari após os testes de pré-temporada. No começo da temporada, no entanto, Felipe foi ameaçado pelo azar na Austrália e pelo erro na Malásia. Se recuperou ganhando as duas corridas seguintes e voltou a ser favorito. Mesmo depois da melhora da Mclaren a partir do GP de Mônaco, ele continuou andando na frente de Raikkonen. No GP dos EUA aconteceu o primeiro alerta: Massa chegou na frente, mas Kimi chegou exatamente atrás, colado. Na França, Massa fez a pole e parecia que iria caminhar para a vitória da recuperação no campeonato. Só que perdeu tempo atrás dos retardatários antes do último pit stop, e o finlandês foi extremamente rápido durante o GP. Na Inglaterra, Kimi foi melhor durante todo o fim de semana, e largou em segundo na Inglaterra. Massa fez o 4ºtempo. Para finalizar, o problema do brasileiro na largada em Silverstone deixou Kimi Raikkonen livre para faturar a sua terceira vitória na temporada e se tornar o maior ganhador nesta temporada. Além disto, o deixou 1 ponto à frente de Massa. O finlandês é o piloto com maior salário na Ferrari, e se ele continuar andando na frente, portanto, o time de Maranello ficará fortemente inclinado a elegê-lo de vez como nº1.

Diante de tudo o que foi dito, o GP da Alemanha, em Nurburgring, será decisivo para o futuro de Felipe Massa na Fórmula 1. Ele tem que andar na frente, e se estiver com um carro melhor, ganhar a corrida. Mesmo não sendo campeão, se ele terminar o campeonato à frente de Raikkonen, teoricamente segue com chances de título para as próximas temporadas. No entanto, se ele andar atrás de Kimi daqui para o fim da temporada, acabará o sonho de título verde-e-amarelo para ele. Agora e sempre.

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(OBS: A foto é antiga, mas ficou legal para este post)

Alerta vermelho: O homem de gelo voltou com tudo. Massa agora terá trabalho se quiser ser campeão no futuro.

“Free Software”(Tradução: Trabalhe de Graça)

Julho 8, 2007

Quantas vezes você, estudante de Ciência(ou Engenharia) da Computação, esteve diante de um software livre? Muitas, não é? Mas, para os leigos, o que seria um software livre? É aquele software que tem seu código aberto(Open Source) para ser modificado ou aprimorado. Assim, o criador deixa também seu código disponível para que outros programadores melhorem o programa. Grande parte dos estudantes de Computação tem uma opinião bem definida sobre o uso ou não deste tipo de software.

Os defensores do código aberto alegam que é muito mais proveitoso e eficiente disponibilizar o código do software. De fato, não há como negar que a disponibilização do código acelere o desenvolvimento do software em relação ao código fechado, e o Open Source nos deu muitas maravilhas do mundo da Computação, como o Linux e o Mozilla Firefox. Fazendo um comparativo com o Windows, o Linux é melhor em quase tudo: É de graça, mais seguro(as chances de pegar vírus são quase nulas), trava muito raramente… Ora, podem pensar, como é possível alguém ainda comparar um software pago e problemático com um de graça, rápido e confiável?

O que se questiona no Sotware Livre e no Open Source, no entanto, não é a capacidade e o ritmo de desenvolvimento que proporcionam, pois estes são sim excepcionais. Na verdade, ambos tem dois grandes problemas: O primeiro diz respeito à propriedade intelectual (http://pt.wikipedia.org/wiki/Open_source) do autor do software. Para entender este problema, imagine a seguinte situação: Você é um grande programador e resolve criar um simulador de arquiteturas de computadores quânticos. Seu software, você sabe, representará um grande passo para a comunidade científica, e acelerará de maneira fenomenal o desenvolvimento de computadores quânticos. Você lança o software e disponibiliza o código-fonte. Isto então faz com que vários programadores da comunidade melhorem o código e o deixem no ponto para a utilização. Sua grande invenção se torna conhecida e os usuários dela acharão uma maravilha. Agora se pergunte: Você se tornou conhecido pelo seu feito? Ganhou alguma coisa pela sua façanha? Não é preciso nem responder, não é?

O segundo problema é que é impossível para o programador viver apenas de software livre. Para o caso do simulador quântico, depois de todo o seu esforço e genialidade, quanto dinheiro você ganhou? Absolutamente nada. Para o usuário, é maravilhoso ter o direito de usufruir de um software de ótima qualidade e de graça. Só que o criador também trabalhou de graça, e no mundo em que vivemos, não dá para perder tanto tempo e tanta energia em coisas que não nos dêem retorno financeiro. Tanto é que grande parte dos programadores de open source ou são sustentados pela família, ou tem este trabalho como atividade secundária a um emprego remunerado.

A conclusão a que se chega é que o software livre só é bom para o usuário. Para o programador, é perda de tempo. A não ser que ele seja apaixonado pela vida nerd.

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O pingüinzinho mascote do Linux é uma das figuras mais marcantes do software livre

Autodesconfiança

Julho 4, 2007

Uma vez viajei a uma cidadezinha de interior para passar o Carnaval e fiquei hospedado em uma casa bem simples, mas nem por isto ruim de se morar. Nossos vizinhos logo trataram de se apresentar e pareceram ser bastante atenciosos. Certo dia, quando saíamos para comer alguma coisa, nos surpreendemos com a senhora da casa vizinha vindo deixar cachorro-quente para comermos. Fiquei tão fascinado e surpreso com aquele gesto que passei ainda muito tempo sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Emocionado com aquela demonstração de carinho e atenção, agradeci muitas vezes à senhora antes de começar a devorar aquelas delícias. Logo pensei: – Isto na cidade grande é absolutamente inconcebível.

E é mesmo. Se você, leitor, mora em alguma capital do Brasil, se pergunte quantas vezes algum vizinho já foi deixar lanche para você. A resposta é fácil, né? Começa com “N”, e termina com “enhuma”. Agora se pergunte: – Porque será que no interior isso acontece e na cidade não? Para responder a esta pergunta, devemos fazer uma reflexão do ambiente em que vivemos. Imagine a situação: Você é um novo morador do condomínio e resolve fazer cachorro-quente para levar para o seu vizinho. Terminando o último, você vai em direção à casa dele para oferecê-los. Com certeza, neste momento, você está morrendo de vergonha só de pensar nisto. Agora, pense comigo: Porque você está com vergonha deste ato? Porque você tem medo que o seu vizinho não o receba bem e desconfie da sua atitude. Mas porque será que ele desconfiaria da sua atitude?

Esta última pergunta não tem uma resposta muito trivial, e para que cheguemos a ela, teremos que ir um pouco mais a fundo. Este vizinho, assim como você, assiste ao jornal todos os dias. E o que passa no Jornal? Notícias de assalto, assassinatos, escândalos e mais escândalos de corrupção, casos de envenenamento… Esta violência ocorre na sua cidade. E não foram poucas as vezes que você ouviu dos seus pais a famosa frase “O mundo é dos espertos”. Todo este bombardeio de violência e necessidade de tomar cuidados nos deixa mais desconfiados com relação ao outro. E é por isto que seu vizinho, caso não te conheça bem, ficará desconfiado da sua atitude. Do mesmo modo que você ficaria se você estivesse no lugar dele e ele no seu. Você acharia logo que o cachorro-quente está com altas pitadas de veneno.

Além da necessidade de tomar cuidados, há também a necessidade de competir. Na cidade, devido ao capitalismo exacerbado e às condições difíceis e de pressão às quais somos submetidos, somos obrigados a sermos individualistas. Um exemplo desta competição é o vestibular. Jovens se esgoelam feito loucos de tanto estudar para ter o direito a uma boa faculdade pública, e acabam tendo que enfrentar os próprios amigos para conseguir chegar lá. Esta amizade, naturalmente, acaba ficando prejudicada… O resultado, no mínimo, é a desconfiança e o afastamento. O cara que não passou se fecha em relação aos amigos que passaram porque se sente inferiorizado e triste. O cara que passou se fecha em relação aos amigos que não passaram porque se sente constrangido para manifestar algum sentimento, com medo de parecer que está se aproximando apenas porque está com a moral em alta por ter passado.

É uma pena, mas temos que viver sempre desconfiados, sob a pena de, se darmos um deslize, sermos passados para trás. É esta a conseqüência de tanta violência, corrupção, e desigualdade social.

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Qual é a pessoa ajuizada que irá aceitar um cachorro-quente de uma pessoa desconhecida?

Um rival que pode ajudar

Julho 1, 2007

Kimi voltou para a briga pelo título com a vitória no GP da França. O “homem de gelo”, como é conhecido, fez uma excelente corrida depois de largar em terceiro.

O campeonato está tão bom que, após 8 corridas, tivemos 4 vencedores ao todo, e os 4 estão com duas vitórias cada um: Raikkonen(com vitórias na Austrália e na França), Alonso(com vitórias na Malásia e em Mônaco), Massa(com vitórias no Bahrain e na Espanha) e Hamilton(com vitórias no Canadá e em Indianápolis). De todas estas vitórias, a melhor mesmo foi a de Kimi na França, que largou em terceiro para vencer a corrida. Foi a melhor recuperação até agora. As posições estão mesmo definidas pela constância de cada piloto. Assim, Hamilton continua sendo o líder da temporada, com 64 pontos, seguido de Alonso com 50, Massa com 47 e Raikkonen com 42.

Antes mesmo da vitória na França, Raikkonen já havia melhorado seu desempenho. Basta ver como Massa suou para manter a 3ªcolocação no GP de Indianápolis. Com todos estes fatos, o torcedor verde-e-amarelo pode pensar que a melhora do homem de gelo seja ruim para Felipe, mas, no momento atual, é fundamental para a Ferrari(e para o próprio Massa) que Kimi volte a andar bem. Porque a luta é de ambos para alcançar Alonso, e principalmente Hamilton. E Massa ainda é mais rápido que Raikkonen. Com uma Ferrari andando melhor, e um Raikkonen mais competitivo, a diferença de Felipe para Hamilton pode ser tirada em poucas corridas.

O principal, agora, é manter a calma e não deixar a peteca cair. Do mesmo jeito que a Ferrari trabalhou duro e conseguiu melhorar o carro, a Mclaren tentará fazer o mesmo para a próxima corrida. Aí, o que a Ferrari deve fazer é continuar se esforçando para melhorar o carro o máximo que puder para cada etapa do campeonato. Até a última corrida.

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Kimi Raikkonen e Felipe Massa. A rivalidade entre ambos poderá ajudar Felipe na busca pela liderança do campeonato.