Posts de Agosto, 2008

Quase número um

Agosto 25, 2008

A vitória de Felipe Massa no GP da Europa, em Valência, tem vários significados especiais. Não só o brasileiro se tornou o primeiro vencedor da história do circuito de Valência na F1, como também se igualou ao quarto maior vencedor brasileiro da história da F1, Rubens Barrichello. Agora são 9 vitórias para cada um. De quebra, Massa deixou para trás a frustração da corrida anterior, na Hungria, quando teve uma largada espetacular, assumiu a ponta, e deixou de vencer e pontuar por causa de um motor quebrado. Além disso, Felipe se aproximou de Hamilton na pontuação em 2 pontos, ficando a apenas 6 pontos do inglês.

No entanto, a vitória de Felipe em Valência tem um significado ainda maior: Esta vitória o torna favoritíssimo ao posto de primeiro piloto da Ferrari. Massa soma 64 pontos no campeonato, 7 à frente do seu companheiro de equipe, o atual campeão de F1. É uma diferença pequena se considerarmos que ainda faltam 6 corridas para acabar o campeonato. No entanto, nas 3 últimas corridas, o brasileiro demonstrou uma superioridade considerável em relação a Kimi. Na Alemanha, Felipe chegou em terceiro lugar, Raikkonen em 6°. Na Hungria, não fosse pela quebra de motor de Felipe Massa a 3 voltas do fim, e pelo furo de pneu de Lewis Hamilton, Massa seria o vencedor da corrida, e Kimi chegaria em 5° (com os problemas de Hamilton e Massa, Raikkonen chegou em terceiro na Hungria). Na última corrida, o brasileiro venceu de ponta a ponta, com Hamilton em segundo, e Kimi fora dos pontos (também com um motor quebrado). Kimi estava na 5ª posição quando o seu motor quebrou.

Kimi Raikkonen, por ser o atual campeão e já ter superado Felipe Massa ano passado, ainda não pode ser descartado da briga. Mas se Massa mantiver a superioridade das 3 últimas provas, em poucas corridas abrirá uma vantagem significativa em relação a Kimi Raikkonen, e trará as atenções da equipe para si (pelo menos por esta temporada). E se Felipe se tornar o número um nesta temporada, mesmo que ele não seja campeão, já terá outro fato notável na sua carreira: Terá andado na frente de dois campeões mundiais (Jacques Villeneuve e Kimi Raikkonen).

Indiana, 19 anos depois

Agosto 14, 2008

Quase três meses depois da estréia do quarto filme da tão festejada e idolatrada série Indiana Jones, resolvi dedicar um post só ao filme. Foram 19 anos de espera por “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal” desde o lançamento do terceiro filme no cinema em 1989 (o magnífico “Indiana Jones e a última cruzada”, tido como o melhor filme da série pela maioria dos fãs). E as opiniões foram divididas.

Quando se fala em Indiana Jones, sempre se espera um filmaço. Daqueles com caça a tesouros bíblicos milenares, cenas de ação, luta contra forças nazistas… Tão presentes estes elementos estiveram nos três primeiros filmes, que se tornaram características quase indispensáveis de um bom filme da série. Em outras palavras, quando os fãs lembram de Indiana Jones, não há como não lembrar dos elementos citados. Assim, o que dizer do quarto filme da série? Do mesmo modo que o filme agradou uma legião de fãs, desagradou profundamente outro grande grupo de fãs. O fato é que o filme é muito bom, Shia La Beouf foi muito bem e Harrison Ford interpretou Indy com o mesmo brilhantismo dos outros 3 filmes (Karen Allen também foi muito bem interpretando Marion Williams).

O que causou estranheza em muitos fãs de Indiana Jones IV é que ele é muito diferente dos outros três, muito mesmo (diferente até do que o seu cartaz sugeria, que o filme seguiria a linha dos 3 primeiros). Para começar, Harrison Ford está quase 20 anos mais velho do que em Indiana Jones III. Assim, para adaptar a idade de Ford ao quarto filme da série, a época em que se passava o filme teve que ser adiantada para os anos 50. Portanto, a luta não poderia mais ser contra os nazistas, dado que a segunda guerra mundial terminou em 1945. Neste filme então, Indy e seu filho (Shia La Beouf) lutaram contra os agentes soviéticos. Outra diferença significativa foi o tipo de tesouro atrás do qual Indy foi. Comparando com os tesouros bíblicos de Indiana Jones I e III (a Arca da Aliança e o Santo Graal), o Crânio de Cristal deu um desenrolar muito diferente ao enredo do quarto filme. Assim, a aparição dos extraterrestres no final foi o que mais desagradou os fãs. E exatamente por ter modificado os elementos mais característicos dos três primeiros filmes (que citei no parágrafo anterior), “O reino da caveira de cristal” não foi uma unanimidade, como o seu antecessor “A última cruzada”. Acabou deixando Indiana Jones IV um pouco sem a cara de Indiana Jones.

A boa sensação é que me parece claríssimo, diante do que foi o quarto filme, que haverá outro filme de Indiana Jones, ou até outros, no plural. A cena emblemática do final do filme, quando o chapéu de Indy voa e o seu filho Mutt (Shia La Beouf) tenta colocá-lo (mas não consegue, pois o seu pai o pega de volta), deixa um gostinho não só de continuidade da série, como também de uma passada de bastão de Harrison Ford para Shia La Beouf. Assim, nos próximos filmes da série, Shia deverá ser o protagonista, o novo Indiana Jones. Arrisco até um palpite sobre um possível Indiana Jones V: Ford e La Beouf serão, os dois, protagonistas, e este filme será a verdadeira transição entre o protagonista dos 3 primeiros filmes (Ford) e o protagonista dos futuros filmes (La Beouf) (quem sabe até, no cartaz do próximo filme, as imagens dos rostos de Indy e Mutt estejam do mesmo tamanho e sugiram que ambos serão, juntos, protagonistas de Indiana Jones V). Lucas e Spielberg deverão dar ao novo filme um tom mais parecido com os antigos Indiana Jones, e isto deverá agradar aos fãs e aos críticos. Ainda lanço outro palpite: Henry Jones Junior (Harrison Ford) morrerá no final do quinto filme. E assim, no final, Mutt colocará o chapéu na cabeça e será o novo Indy. As conseqüências da mudança de protagonista poderão ser tema para um futuro post, caso as minhas expectativas se concretizem.

De qualquer modo, muitos fãs de Indiana Jones, como eu, nunca haviam tido a oportunidade de ver o seu herói no cinema. E independente de o filme ter agradado ou não, tenho certeza que, para estes fãs (eu incluso), a experiência de ter visto Indy no cinema pela primeira vez foi fantástica.