Se o assunto da semana anterior a essa foi a marmelada da Ferrari, que envolveu Alonso e Massa, a desta semana foi a ultrapassagem de Barrichello em cima de Schumacher, e a manobra do alemão para tentar se defender dela. Manobra polêmica, por sinal.
Rubinho escolheu o lado de dentro da grande reta de Hungaroring, emparelhou com Schumacher, e o alemão o espremeu em direção ao muro, a mais de 200 km por hora. Por muito pouco não aconteceu um acidente. Schumacher, como era de se esperar, foi punido: Vai perder 10 posições no grid de largada da próxima corrida.
A declaração de Rubinho, de que ele estava “babando de raiva” para passar Schumacher, foi impertinente. Mas quando Barrichello chama Schumacher de “louco” por causa da manobra, ele está coberto de razão. Bastava um toque entre os dois na reta para que um acidente muito grave acontecesse.
A temporada de Schumacher, aliás, é apagadíssima. Enquanto seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, tem 94 pontos, o alemão tem míseros 38. Barrichello, com um carro muito inferior ao do alemão, tem apenas 8 pontos a menos. Por incrível que pareça, Barrichello está melhor do que Schumacher. A ultrapassagem de Domingo é uma espécie de símbolo dessa inesperada superioridade.
Mas tratar esse episódio como uma revanche dos tempos de Ferrari é não apenas um exagero: É um equívoco. Até porque nada deve saciar o inconvincente rancor de Barrichello por Schumacher. Muito mais esperto seria enterrar de vez os anos de Ferrari no passado.
