“O maior desafio dos integrantes do RPM é se libertarem do passado, e consolidarem o retorno da banda como definitivo”
Como falei há dois posts atrás, Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni formaram uma das bandas mais marcantes da década de 80 no Brasil. Isso se não tiver sido a mais marcante. O sucesso foi tão grande que os 3 álbuns lançados pela banda nos anos 80 somam mais de 3 milhões de cópias vendidas. Só o “Rádio Pirata ao vivo” vendeu quase 2 milhões e meio de cópias. No entanto, o declínio da banda foi tão repentino quanto o inesperado sucesso.
A história do RPM é complicada. No “Por toda a minha vida” do ano passado, Paulo Pagni definiu o RPM como “um filme sem final”. E a sensação é exatamente essa. Nas não sei quantas voltas e brigas da banda é incluído até um retorno que ninguém tem certeza nem se dá para considerar do RPM mesmo, que é a fase “Paulo Ricardo & RPM”, sem Luiz Schiavon, tecladista da banda. Tal incerteza vem do fato de que nenhuma música deste álbum tem sido tocada pela banda nos shows mais recentes… O atual retorno do RPM é o quinto, se contarmos com a fase “Paulo Ricardo & RPM”. Paulo Ricardo disse recentemente em seu twitter que agora é para valer. Tomara mesmo que seja, pois o discurso era o mesmo em 2002 e a banda se separou novamente.
O retorno aos palcos em 2011 deverá ser repleto de dificuldade. Por tudo o que a banda já passou e pelo sucesso que já fez um dia, qualquer nova música será comparada com as músicas antigas, e os fãs naturalmente pedirão os antigos sucessos nos shows. Em contrapartida, outros criticarão a banda pelo suposto fato de “não apresentarem nada novo”. Discordo desta frase, pois há músicas novas e elas até agora não estão ruins… Tem uma, chamada, ”Dois olhos verdes”, que é a cara do RPM oitentista.

Logo novo do RPM. Muita expectativa pelas músicas do novo álbum