“Hamilton é talentoso, mas não convence como vítima na decisão dos comissários de puni-lo”
Lewis Hamilton é um dos melhores pilotos que surgiram nos últimos anos. Combativo, arrojado, veloz, e muito talentoso, Lewis é, junto com Vettel, um dos meus pilotos favoritos na F1. Por pouco, muito pouco mesmo, não conseguiu em 2007 uma façanha inédita na história na F1: Ser campeão em sua primeira temporada. E isso derrotando o então atual bicampeão do mundo Fernando Alonso, outro piloto genial. Muito carismático e fã de Senna, também logo conquistou a empatia e o fanatismo de muitos fãs de F1 espalhados pelo mundo, em especial os ingleses. Mas até os seus fãs mais fervorosos não tem como não admitir que o inglês às vezes exagera na dose.
Não falo isso nem pelos acidentes em que ele se envolveu, é até bom para a F1 haver um piloto que goste de arriscar como ele. O problema de Hamilton é se fazer de vítima dos comissários. A sua insinuação de que foi punido por ser negro não soou nada bem pelo mundo afora. Ainda que supostamente tenha sido em tom de ironia, soa como se ele estivesse tentando jogar os seus fãs e a imprensa mundial contra os comissários, e isso, a meu ver, não é uma postura nada legal. Até acho que a punição na manobra com Felipe Massa foi desproporcional, mas isso não justifica o “mimimi” de Hamilton. Já na manobra em Maldonado na Saint Devote, acho que Lewis exagerou mesmo, e mereceu a punição.
Hamilton precisa medir as palavras. Ainda que sejam às vezes equivocadas, as punições são normais. Já pensaram se não houvesse punição para nenhuma manobra? A Fórmula 1 se transformaria em uma arena de “Destruction Derby”.

Hamilton